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Essa que eu hei de amar…

Posted by: Juℓi Ribeiro in , , ,
















Essa que eu hei de amar…

Essa que eu hei de amar perdidamente um dia
será tão loura, e clara, e vagarosa, e bela,
que eu pensarei que é o sol que vem, pela janela,
trazer luz e calor a essa alma escura e fria.

E quando ela passar, tudo o que eu não sentia
da vida há de acordar no coração, que vela…
E ela irá como o sol, e eu irei atrás dela
como sombra feliz… — Tudo isso eu me dizia,

quando alguém me chamou. Olhei: um vulto louro,
e claro, e vagaroso, e belo, na luz de ouro
do poente, me dizia adeus, como um sol triste…

E falou-me de longe: "Eu passei a teu lado,
mas ias tão perdido em teu sonho dourado,
meu pobre sonhador, que nem sequer me viste!

"Guilherme de Almeida"

Mais sobre Guilherme de Almeida em:
http://www.biblio.com.br/Templates/biografias/guilhermedealmeida.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guilherme_de_Almeida


As vezes nos perdemos em nossos próprios sonhos
e sofrimentos. Não conseguimos visualizar
e valorizar o tempo presente.
Assim perdemos momentos e pessoas preciosas...
Que vão embora como o vento, através da janela da vida.
O tempo não volta e precisamos ficar atentos
a beleza oculta aos nossos olhos, que todas as manhãs nos ofereçe o sorriso do novo dia...

(Juli Ribeiro)


Pensamento publicado no Recanto das Letras em 16/03/2008 Código do texto: T903086
Esta obra está licenciada sob uma
Licença Creative Commons.
Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original
(Juli Ribeiro. http://www.recantodasletras.com.br/autores/juliribeiro).
Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

As mulheres na visão de Gibran:

Posted by: Juℓi Ribeiro in ,

Hoje é o dia internacional da mulher.

Quero homenagear todas as mulheres
através das belas palavras
de Gibran Kahlil Gibran, "O Poeta do Amor".














Devo á mulher tudo que sou,
desde a minha infância até hoje.
A mulher abriu as janelas de minha visão
e as portas de minha alma.
Que seria de mim sem a mulher?
- a mulher-mãe, a mulher-irmã,
a mulher-amiga, a mulher amada?

(Gibran)

"Os homens que não perdoam nas mulheres,
suas pequenas falhas,
jamais desfrutarão de suas grandes virtudes"

(Gibran)

Gibran Khalil Gibran (6 de janeiro de 1883, Bsharri, Líbano - 10 de abril de 1931, Nova Iorque)
foi um ensaísta, filósofo, prosador, poeta, conferencista e pintor estadunidense de origem libanesa. Khalil Gibran produziu uma obra literária marcada pelo misticismo oriental, que alcançou popularidade em todo o mundo. A obra literária de Gibran, acentuadamente romântica e influenciada pela Bíblia, Nietzsche e William Blake, trata de temas como o amor, a amizade, a morte e a natureza, entre outros. Escrita em inglês e árabe, expressa as inclinações religiosas e mística do autor. Sua obra mais conhecida foi "O profeta".Seu nome completo é Gibran Kahlil Gibran, assim assinando em árabe. Em inglês, preferiu a forma reduzida e ligeiramente modificada de Khalil Gibran.

A dor é vidro que fere e corta

Posted by: Juℓi Ribeiro in ,

















A dor é vidro que fere e corta

A dor bateu na porta
A alegria escondeu...
Ninguém se importa?
O silêncio respondeu

A mão que não conforta
O sonho que não morreu...
A dor é vidro que fere e corta
A criança que cresceu...

Junta os pedaços do coração
Gritando em silêncio a dor
Sente o peso da solidão

Dentro do peito luta a emoção
Onde estará o amor?
Abrigo, colo, salvação...

Juli Ribeiro

Soneto publicado no Recanto das Letras em 28/02/2008
Código do texto: T879277
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SONETO PARA MINHA ESTRELA

Posted by: Juℓi Ribeiro in ,

S
O
N
E
T
O

P
A
R
A

MINHA ESTRELA



Minha estrela brilha, escuta a serenata.
Enciumada, ferida, a luz da lua.
Alegre as gotas da chuva fazem sonata.
E minha alma docemente flutua...

Meu beijo roubou um pirata.
Um tesouro procura na rua?
Não é necessário tempo nem data.
Minha alma te encontra nua...

O amor simplesmente floresceu.
A cada minuto, hora ou dia...
A felicidade brilha sem segredo!

O desejo incontido amanheceu.
O amor encontra ternura e poesia.
Quebrando suavemente todo o medo.

Juli Ribeiro


Soneto Publicado no Recanto das Letras em 18/02/2008
Código do texto: T864207
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(Juli Ribeiro.http://www.recantodasletras.com.br/autores/juliribeiro).
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