Essa que eu hei de amar perdidamente um dia
será tão loura, e clara, e vagarosa, e bela,
que eu pensarei que é o sol que vem, pela janela,
trazer luz e calor a essa alma escura e fria.
E quando ela passar, tudo o que eu não sentia
da vida há de acordar no coração, que vela…
E ela irá como o sol, e eu irei atrás dela
como sombra feliz… — Tudo isso eu me dizia,
quando alguém me chamou. Olhei: um vulto louro,
e claro, e vagaroso, e belo, na luz de ouro
do poente, me dizia adeus, como um sol triste…
E falou-me de longe: "Eu passei a teu lado,
mas ias tão perdido em teu sonho dourado,
meu pobre sonhador, que nem sequer me viste!
"Guilherme de Almeida"
Mais sobre Guilherme de Almeida em:
http://www.biblio.com.br/Templates/biografias/guilhermedealmeida.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guilherme_de_Almeida
As vezes nos perdemos em nossos próprios sonhos
e sofrimentos. Não conseguimos visualizar
e valorizar o tempo presente.
Assim perdemos momentos e pessoas preciosas...
Que vão embora como o vento, através da janela da vida.
O tempo não volta e precisamos ficar atentos
a beleza oculta aos nossos olhos, que todas as manhãs nos ofereçe o sorriso do novo dia...
(Juli Ribeiro)
Pensamento publicado no Recanto das Letras em 16/03/2008 Código do texto: T903086
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original
(Juli Ribeiro. http://www.recantodasletras.com.br/autores/juliribeiro).
Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.








