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Florbela Espanca

Posted by: Juℓi Ribeiro in

Sou admiradora de Florbela Espanca, seus poemas me encantam.


CONTO DE FADAS

( Florbela Espanca )


Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas más que tens vivido, amor!
E para as tuas chagas o ungüento
Com que sarei a minha própria dor.
Os meus gestos são ondas de Sorrento...
Trago no nome as letras duma flor...
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento...
Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é d´ouro, a onda que palpita.
Dou-te comigo o mundo que Deus fez!
- Eu sou aquela de quem tens saudade,
A princesa de conto: "Era uma vez..."

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EU

( Florbela Espanca )


Até agora eu não me conhecia,
Julgava que era eu e eu não era
Aquela que em meus versos descrevera
Tão clara como a fonte e como o dia.
Mas que eu não era eu não o sabia
E, mesmo que o soubesse, o não dissera...
Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim...
E não me via!
Andava a procurar-me - pobre louca!
- E achei o meu olhar no teu olhar,
E a minha boca sobre a tua boca!
E esta ânsia de viver, que nada acalma,
É a chama da tua alma a esbrasear
As apagadas cinzas da minha alma!

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PASSEIO NO CAMPO

( Florbela Espanca )


Meu amor! Meu amante! Meu amigo!
Colhe a hora que passa, hora divina,
Bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo!
Sinto-me alegre e forte! Sou menina!
Eu tenho, amor, a cinta esbelta e fina...
Pele dourada de alabastro antigo...
Frágeis mãos de madona florentina...
- Vamos correr e rir por entre o trigo!
Há rendas de gramíneas pelos montes...
Papoulas rubras nos trigais maduros...
Água azulada a cintilar nas fontes...
E à volta, amor... tornemos, nas alfombras
Dos caminhos selvagens e escuros,
Num astro só as nossas duas sombras...

Os poemas(Quintana)

Posted by: Juℓi Ribeiro in ,



Realmente, estava certo Quintana,
quando escereveu que os poemas são pássaros...









OS POEMAS

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde
e pousam no livro que lês.
Quando fechas o livro,
eles alçam vôo como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto
alimentam-se um instante
em cada par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

( Mário Quintana )

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MARGARIDAS SORRINDO.

( Juli Ribeiro )

Que magia e encantamento
poder colocar o sentimento
em uma folha de papel...
Deixar imortalizado
emoções que brotaram
puras e cristalinas
da fonte sempre menina
de nosso alma.
Em cada letra, vão se derramando
lágrimas de dor ou contentamento.
Quem as lê se encanta, com a nossa emoção,
como margaridas florindo
na primavera dos nossos desejos , eternamente meninos.
Na folha de papel, o poeta nunca morre.
E seu sentimento sempre floresce
como um campo de margaridas, tão belo, colorido,
como se as margaridas estivessem sorrindo.


Minhas filhas

Posted by: Juℓi Ribeiro in ,


Tenho duas filhas maravilhosas, dois presentes que a vida me deu e foi para elas que eu escrevi essa poesia, com todo o meu amor.


MINHAS FILHAS

( Juli Ribeiro )

Dois raios de sol,
brilhando na minha vida.
Dois presentes nem sempre contentes.
Duas correntes do meu coração.
Duas partes de mim.
Dois amores sem fim.
Dois jardins na primavera.
Duas longas esperas.
Duas barrigas queridas.
Dois momentos felizes.
Duas centelhas de vida.
Duas pontes para atravessar.
Duas amigas para conquistar,
aprender e amar.

Mais sobre Juli Ribeiro em:

http://www.recantodasletras.com.br/autores/juliribeiro
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Gibran em seu livro "O profeta"

E uma mulher que carregava seu filho nos braços disse:
"Fala-nos dos filhos".
E ele disse:
Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós mas não de vós.
E embora vivam covosco não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes o vosso amor, mas não os vossos pensamentos,
porque eles têm os seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos para ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós.
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa, também ama o arco que permanece estável.

Beijo eterno

Posted by: Juℓi Ribeiro in

BEIJO ETERNO

( Castro Alves )

Quero um beijo sem fim,
que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!
Ferve-me o sangue.
Acalma-o com teu beijo,beija-me assim!
O ouvido fecha ao rumor do mundo, e beija-me, querida!
Vive só para mim, só para a minha vida,
só para o meu amor!
Fora, repouse em paz dormindo em calmo sono
a calma natureza, ou se debata, das tormentas presa,
beija inda mais! E, enquanto o brando calor
sinto em meu peito de teu seio,
nossas bocas febris se unam com o mesmo anseio,
com o mesmo ardente amor!

Diz tua boca: "Vem!" Inda mais! diz a minha, a soluçar...
Exclama todo o meu corpo que o teu corpo chama:
"Morde também!" Ai! morde! que doce é a dor
que me entra as carnes, e as tortura!
Beija mais! Morde mais! que eu morra de ventura,
morto por teu amor!
quero um beijo sem fim, que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!
Ferve-me o sangue: acalma-o com teu beijo!
Beija-me assim! O ouvido fecha ao rumor do mundo,
e beija-me, querida! Vive só para mim,
só para a minha vida, só para o meu amor!

( Castro Alves )

Saudade

Posted by: Juℓi Ribeiro in


SAUDADE
( Juli Ribeiro )

Sinto em mim uma ausência,
companheira de minha existência.
Nos meus sonhos está presente.
Quando estou acordada,
pelos meus olhos brilha "toda contente".
Não é tristeza, não é solidão,
é simplesmente saudade...
É um sentimento constante,
sincero, prazeroso...
Sensações que ficaram na minha lembrança.
Doces e alegres como risos de crianças,
banhos de chuva e cachoeiras de carinhos,
borboletas voando no jardim colorido,
pelo lápis de cor do nosso criador.
Momentos mágicos e suaves.
Abraços, mãos dadas, cumplicidade,
alegria e esperança.
Saudade tão querida,
que as vezes a chamo de felicidade.

Eternidade

Posted by: Juℓi Ribeiro in , ,


A IMAGEM PERDIDA

( Mario Quintana )

"Como essas coisas que não valem nada
e parecem guardadas sem motivo
(alguma folha seca... uma taça quebrada)
Eu só tenho um valor estimativo...
Nos olhos que me querem é que eu vivo.
Esta existência efêmera e encantada...
Um dia hão de extinguir-se e, então,
mais nada refletirá meu vulto vago e esquivo...
e cerraram-se os olhos das amadas,
O meu nome fugiu de seus lábios vermelhos,
nunca mais, de um amigo, o caloroso abraço...
E, no entretanto, em meio desta longa viagem,
Muitas vezes parei... e, nos espelhos,
Procuro em vão, minha perdida imagem!"

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AS SEM-RAZÕES DO AMOR

( Carlos Drummond de Andrade )

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte a si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem ( e matam )
a cada instante de amor.

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ETERNIDADE

( Juli Ribeiro )

Queria eternizar teu sorriso,
um minuto de teus carinhos...
O momento em que minha mão toca o seu rosto,
e sente tua alma, tão próxima, tão bela.
Aquela lágrima que caiu,
sincera e pura, plena de amor.
Aquele abraço,
que me lembrou um passarinho,
seguro e feliz no seu ninho.
A sensação de que nada mudaria
que tudo continuaria inocente,
e quente como o teu colo.
Guardei nossas lembranças
e sei que viverás para sempre
nos sonhos que sonhamos juntos
nas esperanças que compartilhamos
nos momentos de amor
que não se perderam
mas que renascem
a cada instante em que vejo
algo belo, colorido, radiante de vida e amor.



Publicado no Recanto das Letras
em 07/10/2006 Código do texto: T258344


Mais sobre Juli Ribeiro em:
http://www.recantodasletras.com.br/autores/juliribeiro



"Um presente..."

Posted by: Juℓi Ribeiro in , ,


"EU PINTO"

(A minha amiga Juli ribeiro)

Pintar é deixar a alma
escorrer pelo pincel
é caminhar pelos campos
é flutuar pelo céu
é escrever a canção
com versos de menestrel
pintando recrio a vida
seja na tela ou papel
Pintar pintar é preciso
pintar para o artista é missão
é ter o universo na mente
e fazê-lo jorrar pela mão
tirando de uma aquarela
as coisas do coração
e estampar numa tela:

"Sou Juli, sou luz, sou paixão"

(Edu Souza)

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Fiquei muito feliz e encantada
com a sensibilidade e o talento
deste amigo, grande poeta
e compositor pernambucano,
Eduardo Souza.
Muito obrigada pelo presente
amei imensamente.

Especialmente para você
uma linda poesia de Letícia Thompson:

"Aquarela"

Sei que sempre ficará
algo de mim em ti
e algo de ti em mim
como na tela o amanhecer
que o pintor imortalizou.
e se ficam vivas nuanças
das cores que a vida inventou,
há um mistério que não se diz,
escondido, em qualquer parte desse matiz.
e como nos versos inacabados
que o poeta renunciou,
fica essa aquarela,
atraente e bela,
pintada com cores do pranto,
com esse lado, indecifrável,
que o pintor deixou em branco.

-Letícia Thompson-

Alma gêmea

Posted by: Juℓi Ribeiro in ,


Alma gêmea de minha alma,
flor de luz de minha vida,
sublime estrela caída das belezas da amplidão.
Quando eu errava no mundo...
Triste e só , no meu caminho, chegaste , devagarinho ,
e encheste-me o coração.
Vinhas na benção das flores
da divina claridade ,
tecer-me a felicidade em sorrisos de esplendor !
És meu tesouro infinito.
Juro-te eterna aliança
porque sou tua esperança, como és todo meu amor !
Alma gêmea de minha alma se eu te perder algum dia...
Serei tua eterna agonia, da saudade nos seus véus...
Se um dia me abandonares luz terna dos meus amores,
hei de esperar-te , entre as flores da claridade dos céus.

(Emmanuel)

Quem não sonhou com um grande amor?
Somos botões de rosa, desabrochando em flor...
No jardim dos sonhos, colorido e belo
que carregamos no peito
embalado de esperança,
sempre criança, acreditando no amor?

(Juli Ribeiro)

O poeta ( Gibran )

Posted by: Juℓi Ribeiro in

O Poeta

Sou um estrangeiro neste mundo.
Sou um estrangeiro, e há na vida do estrangeiro uma solidão pesada
e um isolamento doloroso.
Sou assim levado a pensar
sempre numa pátria encantada que não conheço,
e a sonhar com os sortilégios
de uma terra longínqua que nunca visitei.
Sou um estrangeiro para minha alma.
Quando minha língua fala, meu ouvido estranha-lhe a voz.
Quando meu Eu interior ri ou chora,
ou se entusiasma, ou treme,
meu outro Eu estranha o que ouve e vê,
e minha alma interroga minha alma.
Mas permaneço desconhecido e oculto,
velado pelo nevoeiro, envolto no silêncio.
Sou um estrangeiro para o meu corpo.
Todas as vezes que me olho num espelho,
vejo no meu rosto algo que minha alma não sente,
e percebo nos meus olhos algo que minhas profundezas não reconhecem...
Sou um poeta que põe em prosa o que a vida põe em versos,
e em versos o que a vida põe em prosa.
Por isto, permanecerei um estrangeiro
até que a morte me rapte e me leve para minha pátria.
-Gibran-

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